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Oradores - Notas Biográficas
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1) Angelo Adriano Faria de Assis (Universidade Federal de Viçosa, Brasil), “Representações da ação inquisitorial no Brasil a partir de três obras do cinema: Desmundo, A Santa Visitação e As Órfãs da Rainha” (angeloassis@uol.com.br)

 

Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal de Viçosa. Professor dos Programas de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania da Universidade Federal de Viçosa, e História da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e da Universidade Federal de Minas Gerais. Graduado, Mestre e Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisador, desde 2010, da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Universidade de Lisboa. Realizou estágios de pós-doutoramento nas Universidades de Lisboa, Évora e Sorbonne. Autor de livros, capítulos e artigos variados sobre as temáticas da Inquisição, resistência religiosa, religiões e religiosidades no mundo iberoamericano, criptojudaísmo, cristãos-novos, ensino de história e relações entre literatura, história e memória. Autor, dentre outros livros, de Macabeias da Colônia: Criptojudaísmo feminino na Bahia (São Paulo: Alameda, 2012). Co-organizador de Heresias em perspectiva (Lisboa: Edições da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, 2022). Co-organizador de Pecatta Mundi: estudos inquisitoriais nas travessias entre Minas Gerais e Portugal (Rio de Janeiro: Autografia, 2022). Coordenador, juntamente com Ronaldo Vainfas, da coleção em quatro volumes A Santa Inquisição em Portugal (Leiria: Editora Proprietas, 2022).

 

2) António Guimarães Pinto (Universidade Federal do Amazonas, Brasil), “Manuel Bocarro Francês e o poeta neolatino Gaspar Pinto Correia: dois olhares poéticos e proféticos sobre D. João IV” (aguimaraesp@gmail.com)

 

António Guimarães Pinto é graduado e mestre em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra e doutor na área de Estudos Latinos pela Universidade do Minho. Foi docente na Universidade de Granada (Espanha), Faculdade de Filosofia (Braga) e é, há mais de dez anos, docente concursado de línguas e literaturas clássicas na Universidade Federal do Amazonas (Manaus, Brasil). Tem ampla bibliografia relacionada sobretudo com a pesquisa e a tradução na área do Humanismo, de que se destacam os estudos e versões consagrados a D. Jerónimo Osório, Diogo de Teive, Manuel Pimenta, Pedro Nunes, André de Resende, George Buchanan, Erasmo, Pietro Andrea Mattioli, Alessandro Valignano, Diogo de Paiva de Andrade, Curso Aristotélico Jesuíta Conimbricense e vários autores da chamada Escola Ibérica da Paz.

 

3) António M. L. Andrade & Emília M. Rocha de Oliveira (CLLC, Universidade de Aveiro), “A recepção dos Colóquios de Garcia de Orta entre os médicos portugueses durante o reinado de D. Sebastião: as epistolae medicinales e os consilia de Jorge Godines” (aandrade@ua.pt; emilia.oliveira@ua.pt)

 

António Manuel Lopes Andrade é doutor em Literatura pela Universidade de Aveiro, sendo professor associado com agregação no Departamento de Línguas e Culturas, na área de Estudos Clássicos e Portugueses, leccionando disciplinas no domínio das Línguas e Literaturas Latina e Portuguesa, da História das Ciências e da História do Livro. Na qualidade de membro integrado do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro, onde coordena o subgrupo “Humanismo, Diáspora e Ciência”, tem vindo a desenvolver a sua investigação no âmbito do Humanismo Renascentista Português, da Literatura Novilatina, da História dos Judeus Portugueses e da História das Ciências, sendo autor de diversas publicações nestas áreas. É membro da Comissão Científica da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, sendo também editor associado da revista Ágora. Estudos Clássicos em Debate e membro da equipa de projetos de investigação nacionais e internacionais.

 

Emília M. Rocha de Oliveira é licenciada em Ensino de Português, Latim e Grego, pela Universidade de Aveiro, e doutorada em Literatura, pela mesma instituição, com uma tese sobre a epistolografia ciceroniana. Actualmente exerce funções como investigadora doutorada do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro, desenvolvendo a sua actividade nas áreas das Línguas e Literaturas Latina e Portuguesa, do Humanismo Renascentista Português e da História das Ciências. Tem integrado projectos de investigação centrados no estudo e tradução da obra de médicos portugueses de Quinhentos, como Amato Lusitano, Garcia Lopes e Rodrigo de Castro. Paralelamente, colabora com o Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro na leccionação de unidades curriculares nas áreas das Línguas Clássicas e Portuguesa.

 

4) Claude B. Stuczynski (Department of General History, Bar-Ilan University, Ramat-Gan – Israel), “Nem Isaac Cardoso , nem o Padre Vieira; Uma defesa dos 'homens da nação hebrea' escrita em 1624: o texto, o contexto e o significado” (dovstuco@gmail.com)

 

Nascido em Montevideu, Uruguai, e emigrado para Israel, é Professor Associado no Departamento de História Geral da Universidade de Bar-Ilan, Israel. Interessado em estudar as relações entre religião e política no mundo ibérico e católico nos fins da Idade Média e inícios da modernidade, dedicou-se ao estudo do fenómeno converso, o novo cristianismo português perante a Inquisição, sobretudo, as religiosidades clandestinas. Fruto disso, resultou a sua tese de doutoramento sobre o criptojudaísmo dos cristãos-novos da cidade de Bragança processados pela Inquisição de Coimbra durante o século XVI, ou a pervivência marrânica no Portugal dos inícios do séc. XX (e.g. sua edição hebraica do livro de Samuel Schwartz, Os Cristãos-Novos em Portugal no século XX). Portanto, está interessado em estudar o criptojudaísmo como teologia e religiosidade em si mesmos, mas também nos aspectos políticos e teológico-políticos do fenómeno cristão-novo. Assim, tem dedicado uma série de estudos à liderança política dos cristãos-novos perante as monarquias e o papado (nas diligências para obter uma amnistia inquisitorial ou “perdão geral” em 1605). Nestes últimos anos, tem dedicado a sua atenção aos usos realizados pelos conversos e elementos pró-conversos na pessoa e escritos de São Paulo como meio de integração sócio-religiosa dos cristãos-novos na sociedade ibérica: fenómeno a que chamou o "Momento Converso Paulino" e também a influência de modelos de confessionalização (como o francês), na apologética pró-conversa. Actualmente, está a publicar uma série de estudos sobre o jesuíta António Vieira e o seu “filosemitismo” pró-converso e, por outro lado, estuda o anti-semitismo na época do Conde-Duque de Olivares, através do estudo de um manuscrito que descobriu e que atribui ao célebre inquisidor espanhol, Juan Adam de la Parra.

 

5) Elvira Cunha de Azevedo Mea (CITCEM, Universidade do Porto), “A implicância de “ser” judeu num mundo em mudança” (elviramea@gmail.com)

 

Elvira Cunha de Azevedo Mea é profes­sora catedrática aposentada de História da Faculdade de Letras do Porto e investigadora do CITCEM. Sócia de mérito da Academia Portuguesa de História, da World Union of Jewish Studies", da Confraria Internacional de Investigadores de Toledo e do Conselho Científico da "Associação Portuguesa de Estudos Judaicos". Tem participado em congressos e realizado conferências em Madrid, Toledo, Sevilha, Paris, Estrasburgo, Nápoles, Udine, Florença, Londres, Helsínquia, Jerusalém, Tel-Aviv, Montreal, Nova Iorque, Miami, Macau, Luanda, Salvador da Baía, Pernambuco, Praia, etc. Foi presidente do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto de 1999 a 2010, onde coordenou pesquisa interdisciplinar sobre África, organizou e lecionou no Doutoramento e Mestrado de Estudos Africanos.

Com uma pesquisa ligada ao Judaís­mo, Cris­tãos-novos, Inquisição, Marranismo e História de África no âmbito social, cultural e das mentalidades, é autora de dezenas de trabalhos publicados no País e no estrangeiro, entre os quais se destacam os livros: O Sefardismo na Cultura Portu­guesa, Porto, 1974; A Inquisi­ção de Coimbra no Século XVI. A Instituição, os Homens e a Sociedade, Porto, 1997; BEN -ROSH. Arthur Carlos de Barros Basto, o Apóstolo dos Marranos. O Proselitismo Judaico no Século XX, Porto, 1997 (prémio "Eça de Queiroz" de Ensaio Biográfico da Câmara Municipal de Lisboa, 1997); Amílcar Paulo, o Delfim do Capitão Barros Basto, Porto,2018; O Porto Judaico. Encruzilhada de Vidas nos Caminhos da História, Porto, 2020. Coordenadora e investigadora do Projeto de investigação “Fontes e pesquisa das histórias missionárias em África: arquivos e acervos. Séculos XVIII-XXI”.

 

6)Fernanda Olival (CIDEHUS, Universidade de Évora), “Inquisição e resistência” (mfo@uevora.pt)

 

Professora Associada com Agregação da Universidade de Évora, onde lecciona desde 1991. É directora do CIDEHUS, centro no qual desenvolve a sua investigação.

Tem estudado sobretudo as Ordens Militares, a Inquisição e as questões da limpeza de sangue (séc. XVI-XVIII).

 

7) James W. Nelson Novoa (Department of Modern Languages and Literatures/Medieval and Renaissance Studies, University of Ottawa, Canadá), “Ficções da memória: a herança de António da Fonseca (1586-1901)” (jwnovoa@gmail.com)

 

James W. Nelson Novoa é Professor Associado de Línguas e Literaturas Modernas  e de Estudos Medievais e Renascentistas na Universidade de Ottawa (Canadá). Doutor em Filologia Espanhola pela Universidade de Valência, em Espanha, em 2003, foi bolseiro de pós-doutoramento pela Fundação para Ciência e a Tecnologia de Portugal (2006-2010 e 2011-2014) e investigador na Projecto de Pesquisa do Conselho Europeu “Diáspora em Transição – Mudanças Culturais e Religiosas nas Comunidades Sefarditas Ocidentais no Início da Época Moderna”, Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Hebraica de Jerusalém. É autor do livro Being the Nação in the Eternal City: Portuguese New Christian Lives in Sixteenth Century Rome, Peterborough: Baywolf Press, 2014, além de mais de 30 artigos em revistas e de 23 capítulos de livros. Entre as suas áreas de interesse académico destacam-se as relações culturais italo-ibéricas no início do período moderno e a diáspora cristã-nova portuguesa nos séculos XVI e XVII.

 

8) Manuel F. Fernández Chaves (Universidad de Sevilla, Espanha), “El testamento de Duarte Rodrigues Reynel: negocios de familia entre el Atlántico y el Mediterráneo ibérico en el siglo XVI” (mfernandez6@us.es)

 

Manuel F. Fernández Chaves (Sevilla, 1978) es Profesor Titular del Departamento de Historia Moderna de la Universidad de Sevilla. En los últimos años se dedica a la historia social y económica, trabajando sobre la trata de esclavos y el mundo mercantil del Atlántico ibérico del siglo XVI. Dirige un proyecto de I+D+i junto al Dr. Rafael M. Pérez García, El tráfico de esclavos y la economía atlántica del siglo XVI (PID2019-107156RB-I00), fruto el cual ha sido la edición coordinada por ambos profesores y Eduardo França Paiva (UFMG, Brasil) del libro Tratas, esclavitudes y mestizajes. Una historia conectada, siglos XV-XVIII (Sevilla, 2020). Recientemente ha coordinado junto al Dr. Pérez García el libro La esclavitud en el Sur de la Península Ibérica, siglos XV-XVII (Madrid, 2021), habiendo publicado además otros trabajos sobre la trata atlántica de esclavos a nivel nacional e internacional. Su interés se centra también en la trayectoria de los mercaderes conversos sevillanos y cristãos-novos portugueses en la Monarquía Hispánica, habiendo publicado varios artículos de revista y capítulos de libro sobre esta temática.

 

9) Maria de Fátima Reis (CESAB; Centro de História da Universidade de Lisboa; Academia Portuguesa da História), “Gonçalo de Luna, um cristão-novo de Castelo de Vide na Hispano-América” (fatimareis@letras.ulisboa.pt)

 

Maria de Fátima Reis é Doutora em História Moderna pela Universidade de Lisboa, onde é Professora Associada com Agregação na Faculdade de Letras, investigadora do Centro de História, Directora da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, Directora dos cursos de Artes e Humanidades e de Estudos Gerais e Subdirectora da Faculdade de Letras de Lisboa. 

É Secretária-Geral da Academia Portuguesa da História, Académica Efectiva da Academia de Marinha, Membro Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Membro do Conselho Científico do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão e Delegada da Fundação para a Ciência e a Tecnologia na Aliança Internacional para a Memória do Holocausto.

A investigação tem-se centrado na história da assistência, caridade e saúde e na história social das elites e das redes sociais sefarditas. Entre as suas publicações, lembre-se o recente livro publicado nas Edições Colibri, em 2021, intitulado Pobreza e Caridade em Portugal. Práticas e Discursos (séculos XVI-XIX).

 

10) Miguel Rodrigues Lourenço (CHAM, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa; UCP-CEHR; Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, FLUL) & Susana Bastos Mateus (Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste, FLUL; CIDEHUS, UÉvora), “A estranhas terras nos desviou”: o estabelecimento da Inquisição em Goa e o fim de um “porto seguro” para os cristãos-novos” (mjlour@gmail.com; susana@gmail.com)

 

Miguel Rodrigues Lourenço é investigador do CHAM – Centro de Humanidades (Universidade NOVA de Lisboa), do CEHR-Universidade Católica Portuguesa e da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste (Universidade de Lisboa). Integra a comissão editorial da revista Cadernos de Estudos Sefarditas e é responsável pela Série Goana da colecção Usque, um projecto editorial de edição crítica de fontes da Inquisição de Goa.  A sua área de especialidade é a História de Macau e das Filipinas nos séculos XVI e XVII, com especial atenção para as práticas de representação da Inquisição nestes territórios. É autor de A Articulação da Periferia. Macau e a Inquisição de Goa (c. 1582-c. 1650) (Lisboa e Macau, 2016). Actualmente, desenvolve, na Cátedra Alberto Benveniste, o projecto Monções – Cristãos-novos, judeus e condenados por judaísmo na Inquisição de Goa.

 

Susana Bastos Mateus é investigadora do CIDEHUS da Universidade de Évora; da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Universidade de Lisboa, e membro do CEHR – Universidade Católica Portuguesa. É autora, em colaboração com Paulo Mendes Pinto, do livro Lisboa, 19 de Abril de 1506. O Massacre dos Judeus (Lisboa, 2007). Com Jaqueline Vassallo e Miguel Rodrigues Lourenço publicou Inquisiciones: Dimensiones Comparadas (siglos XVI-XIX) (Córdoba, 2017). Faz parte da comissão editorial da revista Cadernos de Estudos Sefarditas. Actualmente, desenvolve com Ignacio Chuecas Saldías, o projecto Praying to the God of Israel according to the Portuguese Tradition (16th – 18th centuries). A sua área de investigação principal centra-se no impacto da conversão forçada nas primeiras gerações de cristãos-novos, bem como nas dinâmicas da Diáspora Sefardita no século XVI.

 

11) Rui Manuel Loureiro (ISMAT; CHAM/NOVA) & Teresa Nobre de Carvalho (CHAM/NOVA), “Um livrinho de Clusius sobre Garcia de Orta e o seu contexto global” (descobrimentos@gmail.com; tercarvalho@gmail.com)

 

Rui Manuel Loureiro é doutorado em História pela Universidade de Lisboa (1995). Aposentado da função pública, é actualmente director do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes em Portimão, e também investigador do CHAM – Centro de Humanidades (NOVA-FCSH/UAç). É ainda membro emérito da Academia de Marinha. Tendo-se especializado na história das interacções entre Portugal e o Oriente nos séculos XVI e XVII, é autor de numerosa bibliografia nesta área de estudos.

 

Teresa Nobre de Carvalho é investigadora integrada no CHAM – Centro de Humanidades (NOVA-FCSH/UAç). É bolseira de Pós-Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BPD/119899/2016), com um projecto no qual analisa a aquisição, apropriação e circulação do saber relativo ao ananás nos séculos XVI-XVIII. É doutorada em História e Filosofia das Ciências pela Universidade de Lisboa (2013) com uma dissertação sobre o impacto da obra de Garcia de Orta, Colóquios dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia (Goa, 1563), na Ciência da Idade Moderna. É licenciada em Engenharia Agronómica (ISA/UTL, 1987) e mestre em Protecção Integrada (ISA/UTL, 1996). É autora de numerosas publicações e conferências sobre os temas da sua investigação.

 

12) António Pita (Câmara Municipal de Castelo de Vide), “O Património Judaico de Castelo de Vide: Um Valor Estratégico na Promoção Turística do Concelho” (presidente@cm-castelo-vide.pt)

 

António Manuel das Neves Nobre Pita nasceu em Lisboa, em 1963. Fez formação militar na Escola Prática de Infantaria (Mafra), tendo seguido carreira militar e ingressado na extinta Guarda Fiscal. Frequentou o curso de Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde jovem que desenvolveu uma intensa atividade em ações e Associações de defesa, salvaguarda, promoção e divulgação do Património.

 

Na década de 90 incorporou os Serviços de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide desempenhando atividade profissional no âmbito da história local e da arqueologia. Entre 2001 e 2013 desempenhou o cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide. Desde outubro de 2013 até à atualidade exerce o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide.

 

13) Luís Reis Torgal

 

Luís Reis Torgal, nascido em 1942 em Coimbra, é professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e fundador no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da mesma Universidade (CEIS20).

Dedica-se sobretudo à História Moderna e à História Contemporânea, neste caso especialmente ao Estado Novo, que tem sido ultimamente a sua área preferencial. Sobre esse tema deve realçar-se a obra Estados Novos, Estado Novo (2 vols. Coimbra, Imprensa da Universidade, 2009, segunda edição), que obteve o Prémio Joaquim de Carvalho, e a obra de coordenação e coautoria Brandos costumes… O Estado Novo, a PIDE e os intelectuais (Lisboa: Temas e Debates, 2023).

A sua dissertação de doutoramento é, no entanto, sobre a Época Moderna, em que cristãos-novos e judeus tiveram uma acção importante e sacrificada. Intitulou-se Ideologia política e teoria de Estado na Restauração e foi apresentada na Universidade de Coimbra, tendo obtido a nota máxima, em 1978, tendo sido publicada em 1981-82, em dois volumes (Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra). Durante algum tempo dedicou-se a estas temáticas, escrevendo artigos sobre a literatura anti-inquisitorial, participando em congressos sobre a Inquisição em Portugal e no Brasil e coordenando a tradução da obra de Giovanni Botero, Della Ragione di Stato (Coimbra, I.N.I.C. - Centro de História da Sociedade e da Cultura, 1992). A leitura de processos da Inquisição na Torre do Tombo foi outra das suas actividades, tendo acabado por coordenar a leitura do processo de Manuel Fernandes Vila Real, realizado pelas arquivistas Ângela Gama e Ana Maria Osório. No entanto, várias tarefas universitárias levaram-no a manter em arquivo esse trabalho e a voltar aos estudos de História Contemporânea (Liberalismo e Contra-Revolução, I República e Estado Novo), que foi o tema da sua tese de licenciatura, de História da História e de História da Universidade. Regressando recentemente aos estudos de História Moderna apresentou no Colóquio de Tomar uma comunicação sobre Manuel Fernandes Vila Real e está a preparar uma obra que sairá em 2024, pela editora Temas e Debates, que se intitulará As vigias da Inquisição.

Convidado por várias universidades estrangeiras, no Brasil, em Espanha, em França, na Itália, em Inglaterra, nos Estados Unidos, no Japão, na Roménia e na Hungria é doutorado honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2016 foi-lhe concedida a medalha de mérito científico pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Saul António Gomes (CHSC, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), “As primeiras gerações de cristãos-novos em Portugal” (saulggomes@gmail.com)

 

Docente de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Investigador integrado no CHSC da mesma Universidade.

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